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14 Out 2015

Do Optimist ao Laser

Categoria Notícia

Desde sua criação, há mais de 26 anos, a Escola de Vela do Joinville Iate Clube ensinou a arte de velejar a centenas de crianças. Tudo isto aconteceu nos bravos veleiros da classe Optimist, que são mu

Desde sua criação, há mais de 26 anos, a Escola de Vela do Joinville Iate Clube ensinou a arte de velejar a centenas de crianças. Tudo isto aconteceu nos bravos veleiros da classe Optimist, que são mundialmente reconhecidos como os melhores barcos escola para jovens de até 15 anos. Destes veleiros, praticamente todos ainda estão na ativa, propiciando aprendizado e diversão sadia para os hoje frequentadores da nossa escola. Recentemente o clube adquiriu mais três Optimist seminovos, sendo estes equipados para competição. Inclusive em um veleiro destes que nosso aluno Eduardo Cleiton da Silva se sagrou campeão catarinense da classe, representando o JIC em 2013. Hoje temos 14 Optimist em nossos hangares.

 

 

No projeto inicial, o aluno da Escola de Vela encerrava seu ciclo no Optimist ou seguia em outras classes, dependendo de cada um. Desde que o clube passou a receber alunos da Rede Municipal de Ensino, a Escola adotou um modelo diferente de atuação, implantando metodologias de ensino, acompanhamento pedagógico e foco em educação complementar, tendo como ambiente o meio náutico. Também entre estes objetivos está o direcionamento de parte dos alunos à vela de competição, enfim a formação de atletas do iatismo.

 

 

Bem, se antes a idade máxima para alunos ficava em torno dos 15 anos de idade, por limitações físicas do Optimist, começamos a nos defrontar com o questionamento de qual seria o melhor barco para continuarmos a prática da vela com aqueles alunos que se mostram potenciais competidores. Várias análises foram feitas pela diretoria e equipe técnica. Foram levados em conta aspectos de operacionalidade, segurança, reconhecimento da classe, adaptabilidade ao tipo físico dos jovens e possibilidade de continuidade na vida adulta, entre outros. Nossa escolha foi o barco Laser, e nos dois últimos anos, por meio de doações e recuperações de barcos antigos, já contamos com seis exemplares desta classe em perfeitas condições de uso.

 

A história do Laser

O Laser foi apresentado ao público pela primeira vez em outubro de 1979 em um campeonato para construtores e vendedores mostrarem seus produtos ao público. Este evento, denominado Americas Teacup Regatta, foi realizado no Lago Geneva, Wisconsin, EUA. A origem do barco remonta a uma solicitação de Ian Bruce, presidente de um estaleiro, a Bruce K rby. O desejo era desenvolver um barco que pudesse ser transportado no teto de um automóvel e que atingisse um grande público. A vela foi desenvolvida por Hans Fogh, velejador campeão mundial em outra categoria. Hoje, passados mais de 35 anos, a história comprova o sucesso da criação do veleiro Laser.

 

No evento de lançamento, após ainda ajustes, o barco ainda não tinha nome oficial, era apenas denominado Weekender (destinado ao final de semana). Em conversa com estudantes universitários durante a confraternização final, alguém propôs que o nome tivesse conotação de modernidade e tecnologia, buscando identificação com o público jovem. Ian Bruce teria dito: "Um nome como Laser?". A sugestão acabou dando o nome ao veleiro. De fato, a palavra LASER (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation), ou seja, "amplificação da luz estimulada por emissão de radiação" era um conceito muito moderno para os anos 70. Esta explicação nos leva a entender o porquê do símbolo da classe, aquele raio de luz estilizado que aparece nas suas velas.

 

Já em 1971 foram vendidos 140 veleiros Laser. Nos anos seguintes o barco tornou-se uma febre, estimando-se hoje a existência de mais de 200 mil por todo o mundo. O Laser tem um casco com 4,23 metros de comprimento total e 3,81 metros de comprimento na linha de água. Ele pesa 56,7 kg. De acordo com a área de vela, o Laser é subdividido em três classes distintas: 

Laser Standard (olímpica masculina) - 7.06 m2 de área de vela e é desenhado para ser velejado por um iatista forte com mais de 80 kg

 

Laser Radial (olímpica feminina) - área de vela menor com 5.76 m2; suplantou as embarcações tipo Europa para o evento feminino de vela nos Jogos Olímpicos.

 

Laser 4.7 (transitória do Optimist para a Radial ou Standard).

 

Os últimos resultados nas regatas em Santa Catarina e também a participação de nossa equipe no Campeonato Brasileiro da Classe Laser, no Rio de Janeiro, no início do ano, mostram que estamos crescendo em quantidade e qualidade. Passos seguros de uma caminhada que nos levará certamente a colher ainda mais bons frutos.

 

Matéria Publicada na edição de Agosto/2015 da Revista Golfe e Lazer - Gaivota.

Por Dieter Hardt - Diretor Cultural do JIC.


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