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07 Nov 2018

Escola de Vela: uma linda história que completa 30 anos

Categoria Notícia

JIC comemora projeto que ensinou centenas de crianças a velejar em Joinville

A Escola de Vela do Joinville Iate Clube foi criada há 30 anos, em 1988. Para comemorar sua trajetória de sucesso, o clube realizou um evento que contou com a participação de autoridades, diretores, alunos e professores. Desde sua fundação, centenas de crianças já passaram pelo clube. Os alunos realizam aulas práticas e assistem a aulas teóricas. Eles recebem informações sobre navegação, segurança, primeiros socorros e meio ambiente.

O objetivo, inicialmente, era atender aos filhos dos sócios. Agora, em um convênio com a Prefeitura Municipal de Joinville, o projeto atende anualmente quase 100 alunos, crianças entre 8 aos 14 anos que fazem curso de vela nos níveis Iniciante, Intermediário e Avançado em Optimist e também Laser. O governo municipal disponibiliza profissional de educação física para atuar em parceria com o instrutor técnico contratado pelo clube.

O comodoro Ivo Birckholz fala com muito orgulho da Escola de Vela e destaca o compromisso social com a comunidade. “Não ensinamos apenas a velejar, mas fundamentos como respeito, ética e disciplina. Temos uma enorme responsabilidade com nossas crianças e adolescentes”, aborda. Para ele, em projetos que dão certo, a intenção é ampliar. “O prefeito quer aumentar o número de alunos que frequentam as aulas de vela no JIC. O objetivo é atendermos 200 alunos por ano”. Ele ressaltou: “quem sabe, ampliar a proposta, ensinando canoagem nos períodos da manhã, quando temos pouco vento”. Birckholz agradeceu os diretores do clube que apóiam este projeto, aos sócios e ao patrocinador deste evento, o Danilo da Kontik. “Em especial, Dieter Hardt que iniciou esta ideia e hoje, Rosalvo Medeiros, que também a defende”. O comodoro destaca: “o projeto é reconhecido pela Marinha do Brasil e elogiado pelo Exército da cidade”. 

Desde 2014, Luciano Saraiva é o instrutor da Escola de Vela. “Foi um desafio, pois havia trabalhado somente com poucas crianças no Museu Nacional do Mar”. Quando começou, a Escola do JIC tinha 65 crianças em quatro turmas. Para ele, “o esporte é uma das melhores formas dos jovens se desenvolverem fisicamente e psicologicamente. A prática da vela requer disciplina, autoconfiança, esforço, habilidade, concentração e paciência”, argumenta.

Ele complementou: “uma criança que está praticando a vela está em contato com uma vida mais saudável e com a natureza”. Para Saraiva, o esporte pode ser inserido na vida profissional deste adolescente, pois há dezenas de profissões ligadas nesta área. “Temos um grande desafio, além de ensinar a prática desportiva na modalidade Vela, procuramos novos talentos. Alguns alunos que iniciaram com dez anos e hoje estão com 20 anos, cursando Engenharia Naval e outros competindo em circuito brasileiro”, comemora.

O instrutor destaca que o clube investe neste projeto. “Participei do curso de Técnico de Vela no Rio de Janeiro e do Seminário no Projeto Grael, que me capacitaram ainda mais, contribuindo para melhorar a qualidade do ensino e dos treinos de regatas”.

Alexandra Bernardes é professora de Educação Física do projeto. “Há cinco anos fui convidada pela Secretaria da Educação para realizar este trabalho. No começo foi tudo muito novo e diferente da minha rotina, mas na medida em que vivenciava a arte de ensinar a velejar, fui me apaixonando e buscando mais conhecimento. Ela ressaltou: “pelo projeto já passaram crianças que concluíram o curso e hoje levam na bagagem o conhecimento sobre velejar, sobre amizade, respeito e companheirismo, mas também aqueles que iniciaram pequeninos, que fizeram e ainda fazem história nos campeonatos, porque lhes foi despertado o lado atleta, o espírito de competidor e isso é muito gratificante”. Alexandra disse que percebe o quão valioso é um projeto social na vida dessas crianças. “Parabenizo e admiro os idealizadores e incentivadores que, ao longo desses 30 anos, investiram com muita dedicação e carinho na formação social de cada criança que passa por aqui”.

Pais e professores confirmam os benefícios que a atividade náutica traz às crianças. Seja pelos novos conhecimentos, pelo convívio em equipe ou pela elevação de autoestima que a criança tem ao aprender a conduzir sozinha seu barco. A aluna da categoria Optimist, Sabrina Bocchi Honorato, tem 10 anos e para ela, “velejar me incentiva a ser uma campeã. Quando eu crescer eu vou ser uma velejadora profissional. Sou muito feliz por participar desta equipe”. Seu pai, Petersson Fernando Honorato, disse que conhece a Baía Babitonga há mais de 20 anos e que leva a filha para velejar com ele desde pequena. “Ela gosta muito da vida náutica, de velejar. Pode ter certeza, é uma futura atleta Olímpica. Eu e minha família vamos incentivá-la para o esporte à vela”, comenta. Ele aproveitou para agradecer a toda equipe do JIC e parabenizar a infraestrutura do clube.

 

Fotos Cíntia Pereira


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