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02 Out 2017

Mudança de vento e de estratégias na Regata de Setembro

Categoria Notícia

A cada disputa, mais perto de saber quem serão os campeões de 2017

A Regata de Setembro, realizada no último sábado (23/9), foi marcada por condições espetaculares para a vela, com sol constante e temperatura agradável. O evento, realizado na Baía Babitonga marcou a 8ª etapa do ranking 2017 da Flotilha Norte Catarinense de Veleiros de Oceano (FNCVO).

Foi uma regata de percurso médio, que partiu do través da Ilha Redonda, em seguida os barcos contornaram a Laje do Fundão e passaram em frente a São Francisco,  contornaram a última boia encarnada que sinaliza o canal do Porto e retornaram por trajeto livre até o través do centro histórico de São Francisco.

Oito embarcações participaram, sendo três da Classe Regata, quatro da Classe RGS e uma pela Bico de Proa. “Infelizmente alguns comandantes não puderam comparecer. Sentimos falta do barco do nosso capitão, dos barcos do Capri e das marinas do Rio Cubatão”, salienta Sergio Penteado, vice-capitão da FNCVO.

Ele destacou que a previsão mostrava que seria uma regata com vento Sul moderado, o que facilitaria o trajeto. “Os barcos não precisariam trocar as velas uma vez que seria uma perna de través para ir e outra para voltar, assim, diminuindo o nível técnico da regata”, explica. Mas o vento demorou a chegar, os barcos ficaram parados por quase duas horas e quando entrou, foi próximo do tempo limite de largada.

O vento não veio do Sul, mas do Nordeste e mudou completamente o panorama da regata. Os barcos precisaram velejar uma longa perna de contravento com ventos entre 8 e 10 nós e rajadas de 12 nós. “Essas condições exigiram muito dos competidores em relação à escolha do melhor corredor de vento na raia”, comenta Penteado.

O vice-capitão disse que os barcos que optaram por velejar mais próximos da Ilha de São Francisco levaram vantagem comparados aos que optaram pelo bordo mais para o lado do continente. “O vento rondou na parte final da regata com uma mudança de Nordeste para Sudeste. Isso obrigou alguns barcos a realizarem uma troca de vela rápida, baixando o balão e abrindo a genoa, assim, quem leu mais rápido esta mudança de vento levou vantagem" explica.

A chegada teve que ser encurtada, terminou no través do Centro Histórico de São Francisco do Sul  para que os veleiros não estourassem o tempo limite. Esta decisão da Comissão de Regata, gerida pelo velejador Gerson Beckert Júnior,  foi perfeita e permitiu que os barcos completassem o percurso, infelizmente o veleiro o Moleque e o veleiro Micuim não completaram a regata pois precisavam retornar mais cedo para suas marinas por questões de maré.

O veleiro Fita Azul foi o Katana II, que é o barco mais veloz da flotilha e, nesta regata, conseguiu também o primeiro lugar no tempo corrigido, superando pela primeira vez no ano o veleiro Azzurro, do comandante Miguel Bianchi. "Hoje realmente velejamos bem, escolhemos o melhor lado da raia e nossa tripulação está cada vez mais entrosada, conseguimos fazer um trabalho quase perfeito”, comentou o comandante do Katana II, Francisco Altenburg.

O último veleiro a chegar foi o Catarina, do comandante Gerson Beckert, que completou a prova em três horas, dois minutos e 16 segundos, seu esforço foi recompensado com a obtenção do terceiro lugar na classe RGS  apenas 2 minutos atrás do veleiro Jackdaw no tempo corrigido.

A Classe RGS continua extremamente disputada. "Conseguimos uma excelente largada com direito de passagem, obrigando o veleiro Jackdaw, nosso principal concorrente, a mudar seu rumo o que fez o barco perder tempo. Com esta vantagem conseguimos manter o barco com velocidade em toda a regata, o que nos garantiu mais esta vitória. A tripulação foi perfeita executando bordos com muita  rapidez", “A regata foi considerada uma das melhores do ano pelas condições de clima e de vento”, comentou Penteado, que é comandante do veleiro Zuriel.

Faltam três regatas e o campeonato permanece em aberto. “O veleiro Azzurro só precisa manter sua regularidade nas próximas regatas para se sagrar campeão, mas a vitória do Katana II em ascensão coloca uma pimenta nesta disputa”, acrescenta. Já na Classe RGS nada está decidido. O veleiro Zuriel abriu três pontos do Jackdaw, que é uma vantagem muito pequena. “Tudo leva a crer que o campeonato seguirá emocionante e provavelmente só será definido na última regata”, completa.

O próximo evento esta marcado para o dia 07 de outubro, o Capitão da Flotilha, André Casagrande conta com o comparecimento da Flotilha e especialmente com o retorno do seu veleiro, o Brasil 31, que esteve ausente para realizar  reparos. Ele ressalta  que a regata  ocorrerá em uma raia montada em frente ao Capri Iate Clube, que é um dos melhores locais para a vela na Baía Babitonga.

 

Classe Regata 

1º lugar - Katana II – Comandante Francisco Altenburg

2º lugar - Azzurro - Comandante Miguel Bianchi

3º lugar - Makika - Comandante Adam Max Mayerle



Classe RGS

1º lugar - Zuriel - Comandante Sergio Penteado

2º lugar - Jackdaw - Comandante Sergio Tibinka

3º lugar - Catarina - Comandante Gerson Beckert 

4º lugar - Moleque - Comandante Renato Hardt (DNF)

 

Classe Bico de Proa

Veleiro Micuim  – Comandante Caio Gozzi (DNF)

 

DNF:  did not finish (não completou)

 

Fotos Cíntia Pereira


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